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Aulas de artes marciais oferecidas pela Prefeitura são discutidas na Câmara

17/10/2017 11:00

 

DA REDAÇÃO CMSP

O secretário municipal de Esportes e Lazer, Jorge Damião, garantiu nesta segunda-feira (16/10) que a Prefeitura não pretende acabar com as aulas de artes marciais oferecidas em equipamentos como Clube Escola e os CEUs (Centros Educacionais Unificados).

O responsável pela Pasta foi convidado pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes para discutir os convênios das modalidades de muay thai, kung fu e kickboxing. De acordo com os participantes, alguns espaços suspenderam as aulas e não deram nenhuma justificativa.

Professor de muay thai dos Clubes Escola Santana e Ermelino Matarazzo, Rodolfo Thomazini contou que cerca de mil alunos estão sem aulas. “O convênio foi cancelado e não sabemos quando vai voltar. Eles [Prefeitura] disseram que foi problema de documentação. No entanto, entregamos tudo corretamente dentro do prazo”, disse.

Para Thomazini, esses convênios não podem ser cancelados. “O esporte ajuda na inclusão social, educação, cultura e disciplina das pessoas”, argumentou o campeão brasileiro de 2017 da categoria até 91 quilos e classificado para o Pan-Americano que será realizado no próximo mês na Colômbia.

O aluno de muay thai do Clube Escola Manchester, na Vila Carrão, Rafael Rodrigues da Silva, disputará o Pan-Americano na Colômbia e está preocupado com o problema. “Eu nunca quis lutar, mas comecei a frequentar as aulas, ganhei a Copa do Brasil e me classifiquei para o Pan Americano. Estou treinando apenas porque o professor está dando aulas voluntariamente”, contou.

A professora de kung fu em Pirituba, Alice Mara, está fazendo o mesmo que seus colegas. “São 40 alunos que iriam ficar sem aulas e estou dando aulas voluntariamente porque eles vão ter campeonatos”, detalhou.

O secretário de Esportes tranquilizou todos os participantes e disse que a intenção da Prefeitura é “dar continuidade em todos os cursos, se possível até aumentar”. “Para melhorar, as vezes é preciso mexer em algumas rusgas. Fizemos a avaliação de todos os convênios, sendo que cerca de 70% deles são voltados para a temática de luta. Alguns casos estão funcionando perfeitamente, em outros, algumas metas não estão sendo cumpridas e estamos conversando”, esclareceu Damião.

De acordo com ele, existe uma questão estruturante que não pode ser deixada de lado. “Às vezes falta um documento ou outro e não podemos dar continuidade no processo por questão de responsabilidade. São casos pontuais. Vamos olhar todos os convênios e ver se eles estão sendo cumpridos porque é fundamental ter responsabilidade com o dinheiro público”, argumentou Damião.

O vereador Celso Jatene (PR) achou importante a Audiência. “O debate foi bom, o secretário foi democrático e respondeu a todas as perguntas. Acho que a população ficou satisfeita, principalmente com a sinalização de Damião de trabalhar por todas as modalidades esportivas e enxergar as artes marciais”, elogiou.

Responsável pela criação de uma Frente Parlamentar na Câmara para a obrigatoriedade de a Prefeitura investir – no mínimo – 1% do orçamento da cidade no esporte, Jatene espera que a proposta orçamentária contemple a sugestão.

“O esporte tem apenas 0,4% do orçamento geral da Cidade. Incluímos na Lei de Diretrizes Orçamentárias a necessidade de elevar para 1% os investimentos. No entanto, o prefeito [João Doria] vetou. Vamos retomar essa discussão no Orçamento para que essa Pasta deixe de ter cerca de R$ 200 milhões para ter R$ 500 milhões. E assim trabalhar [melhor] o esporte”, disse Jatene.

Fonte: http://www.camara.sp.gov.br/blog/aulas-de-artes-marciais-oferecidas-pela-prefeitura-sao-discutidas-na-camara/

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